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A poeta de sábado é Anna Amelia de Queiroz Carneiro de Mendonça




Anna Amelia de Queiroz Carneiro de Mendonça (Rio de Janeiro, 1896- 1971) foi uma poetisa brasileira. Poetisa, tradutora e feminista carioca, teve seus poemas e crônicas publicados pelos mais importantes jornais do país. Atuou em defesa dos direitos das mulheres e nas iniciativas promovidas pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Participou da associação Damas da Cruz Verde que criou a maternidade Pro Matre. Ajudou a fundar a Casa do Estudante do Brasil, juntamente com Pascoal Carlos Magno, localizada na Praça Ana Amélia, no Centro do Rio de Janeiro, e a União Nacional dos Estudantes, da qual foi eleita como a primeira presidente. Foi a primeira mulher membro de um tribunal eleitoral do país. Traduziu poemas do inglês, francês e alemão, inclusive duas peças de William Shakespeare.


Nascida na então Capital Federal brasileira, filha do engenheiro e colecionador José Joaquim de Queiroz Júnior, Anna Amélia passou a infância no interior de Minas Gerais e foi educada por preceptoras brasileiras, inglesas e alemãs. Ao retornar ao Rio, passa a viver com a família na Estrada Nova da Tijuca. Casou-se com Marcos Carneiro de Mendonça, goleiro da seleção e do Fluminense FC e historiador. A partir de 1944 o casal passou a residir em um palacete do século 19 no bairro do Cosme Velho, conhecido como "Solar dos Abacaxis", por conta dos adornos em ferro fundido que ainda hoje decoram a balaustrada das janelas frontais do solar. A mansão foi erguida em 1843 pelo bisavô de Anna Amélia, o comendador Borges da Costa. Em seu segundo livro "Alma", em 1922, a poetisa já tematiza o futebol em sua poesia. Ensinava o jogo aos operários da fábrica de seu pai e dava instruções preciosas durante as partidas. Desde muito jovem era entusiasta do esporte: no seu 12º aniversário, pediu aos pais como presente, uma bola, uma botina de sola grossa e começou a treinar.


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Poema datilografado pela autora disponível em:


O acervo do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (FGV) guarda também outros poemas datilografados e alguns manuscritos de Anna Amelia.






Entrevista concedida à revista "O Malho", em 1942.












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