Salve, salve, pessoal! Que prazer começar mais uma coleção de textos significativos e afetuosos no espaço do PretaPalavra. Nas duas últimas jornadas, tão ancoradas por poesia, inspiração e um desejo imenso de não esquecer quem abriu caminhos e também quem caminha ao meu lado, fiz questão de estampar nas linhas que escrevo a gratidão e o respeito a algumas das escritoras que me nutrem. Hoje, essa tendência se mantém! Quero recordar mais um pouco da coragem, da inteligência e da generosidade de mulheres negras que escolheram a literatura como seu espaço para concretizar utopias.
Em 1978, a antologia Cadernos Negros nascia. Nas ruas da capital paulista, oito escritores negros, sendo duas mulheres, iniciaram um movimento literário, cultural e político que nos envolve ainda hoje, quase 48 anos depois. Em breve, será lançada a edição de número 46 dessa que é a coletânea literária mais longeva da Literatura Brasileira, e são praticamente incontáveis as vozes que os Cadernos Negros veicularam ao longo de suas décadas de existência. Nesta série de textos, que intitulo “PretaPalavra feminina dos Cadernos Negros", quero recuperar algumas dessas importantes mulheres, honrando suas vidas e obras.
Pelos próximos meses, este nosso PretaPalavra será um pequeno reduto da memória e da arte de dez escritoras que já publicaram nos Cadernos Negros, vivas ou já na eternidade, porém me importa muito que todas as poetas e contistas que já assinaram seus nomes em textos que dão corpo à rica história dos Cadernos Negros se sintam celebradas neste e nos seguintes textos desta série.
Comentários