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#apoetadesabado Aurora Duarte - A Rosa Convicta





Atriz, roteirista, produtora, diretora e poeta. #apoetadesabado é Aurora Duarte. Nascida em Olinda em 1937, Aurora Duarte nos deixou no ano de 2020 por problemas de saúde ligados a uma doença que comprometia suas funções cognitivas.


A icônica pernambucana começou sua trajetória ainda muito cedo, aos 13 anos. Além de dois livros de poemas publicados, Aurora Duarte, trabalhou com rádio, tv e em diversas atividades dentro do cinema, com destaque ao filme de 1952, do diretor Alberto Cavalcanti, “O Canto do Mar”. Protagonista aos 15 anos, a produção concorreu à Palma de Ouro em Cannes, em 1953.



Crepúsculo de Ódios (1958)



“[...] eu entrei ainda adolescente na associação de cinegrafista amadores do Brasil e fiz um filme, o meu primeiro filme se chamava “A Sereia e o Mar”, eu obviamente era a sereia, e fui a diretora, roteirista e fotógrafa desse filme. Isso me deu popularidade devido a minha idade, eu tinha 13 para 14 anos quando comecei a ter essas experiências, e também a publicar coisas em jornal sobre poesias, eu faço poesia dos 13 anos até agora.”


Entrevista para Rafael Spaca, blog CURTA-METRAGEM (março de 2010)



Aurora Duarte, Caetano Gherardi e Hélio Souto em Três Garimpeiros (1955)



"Tenho sido muito incômoda por tentar realizar muitas coisas, conseguir algumas e prosseguir tentando, num fim de século onde as mulheres que despertam ânsias ainda são vitimadas pela violência e pelo deboche.


[...]


Aos 7 anos anunciei: nunca vou me casar! Nesse primeiro ato a plateia riu. E eu quase cumpri a promessa – meus casamentos foram anômalos. Sempre me comportei com os homens de forma secreta e amiga. A carreira artística foi uma prioridade natural. Adolescente, publiquei poemas, trabalhei no rádio e iniciei minha carreira no cinema. Filha de pais separados, resvalei entre encrencas até sair de casa aos 15 anos. Deixei para trás lugares lindos – Olinda e Apipucos – e um arrabalde com igrejinha azul, pátio e quermesse. Com alguma notoriedade, vieram outras batalhas."


Da autobiografia: Aurora Duarte: faca de ponta (coleção Aplauso Perfil).




Poema do livro "O Pássaro e o Náufrago", Editora Massao Ohno - 1964








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