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Cinco poemas de Giovanna Cristina Vivinetto #poesiaqueer por Ana Cláudia Romano Ribeiro


foto: https://palermo.repubblica.it/cronaca/2020/03/07/news/le_poesie_di_vivinetto_indagine_su_un_corpo_che_non_appartiene_piu_-300898304/



Há alguns anos, em 2018 ou 2019, li poemas da poeta italiana Giovanna Cristina Vivinetto traduzidos por Francesca Cricelli, poeta e tradutora que os tinha publicado em sua página no facebook. Nunca me esqueci da beleza desses poemas e do ineditismo de seu tema principal: as vivências de um corpo de mulher trans. Por isso compartilho aqui estes cinco poemas, em versão bilíngue, italiano-português, com a autorização da autora e da tradutora, que escreveu as duas apresentações que se seguem.


Giovanna Cristina Vivinetto, nascida em Siracusa (Sicília, Itália) em 1994, é poeta, formada em Letras Modernas, vive em Roma onde está se especializando em Filologia Moderna na Universidade “La Sapienza”, com uma pesquisa sobre literatura contemporânea e a poesia de Franco Buffoni. Seus poemas surgiram em diversas revistas italianas antes de serem publicados em livro, como na revista Atelier (n. 86) e online em Poetarum Silva, Atelier online, Pioggia Obliqua, Patria Letteratura, Carteggi Letterari, Poesia di Luigia Sorrentino, La Tigre di Carta, Nuovi Argomenti, Le Parole e Le Cose e Nazione Indiana entre outros. Seu primeiro livro, Dolore minimo, publicado em maio de 2018 pela editora Interlinea narra em versos o tema da transexualidade e disforia de gênero. O prefácio é assinado pela escritora Dacia Maraini e o pósfácio por Alessandro Fo. O livro foi resenhado pelos principais jornais italianos como Il Fatto Quotidiano, La Repubblica, La Stampa, Il Messaggero, Il manifesto, Il Sole 24 ORE, Panorama, Il Corriere della Sera, La Sicilia, Cosmopolitan, e na televisão por Yari Selvetella no programa “Il caffè di Rai Uno”. Uma seleção de textos inéditos de Vivinetto, com nota de Alberto Bertoni, fazem parte do Décimo quarto Caderno de Poesia Contemporânea editado pela Marcos y Marcos em março de 2019. A seleção apresentada é a primeira tradução da autora para língua portuguesa.


A tradutora:

Francesca Cricelli, nascida em Ribeirão Preto (SP, Brasil) em 1982, é poeta, tradutora e pesquisadora. Cresceu entre o Brasil, a Itália e a Malásia. Publicou os livros de poemas Repátria no Brasil e na Itália (Selo Demônio Negro, 2015 e Carta Canta, 2017) e 16 poemas + 1 nos EUA (edição de autora, 2017), na Islândia (Sagarana forlag, 2017) e na China (Museu Minsheng, 2018), além da plaquette As curvas negras da terra / Las curvas negras de la tierra (edição bilíngue, Nosotros Editorial, 2019). Suas crônicas de viagem e uma breve prosa de autoficção foram reunidas no livro Errância, inicialmente editado como livro cartonero pela Dulcinéia Catadora (2018) e agora pela Edições Macondo e Sagarana forlag (2019). Participou de inúmeros festivais internacionais, entre eles a edição de 2019 de Printemps Littéraire Brésilien em Colônia e Zurique. Traduziu para editoras brasileiras escritoras italianas como Elena Ferrante (Biblioteca Azul, 2016) e Igiaba Scego (Nós, 2018); está traduzindo Fernando Pessoa para o italiano (Interno Poesia). É doutora em Literaturas Estrangeiras e Tradução pela Universidade de São Paulo, com uma tese sobre o acervo de cartas de amor de Giuseppe Ungaretti para Bruna Bianco, que descobriu em São Paulo. Atualmente vive em Reykjavík, a capital mais ao norte do mundo, na Islândia.


















Ana Cláudia Romano Ribeiro escreve, pesquisa, desenha, dá aula, performa. Tudo queer.

Publicou o livro de poemas Ave, semente (Editacuja, 2021), a tradução com introdução e notas da utopia francesa A terra austral conhecida (1676) de Gabriel de Foigny (editora da Unicamp, 2011) e coeditou a revista Morus – Utopia e Renascimento. Atualmente está no prelo sua tradução com introdução e notas da Utopia (1516) de Thomas More (editora da UFPR). Traduziu também os aforismos poéticos Poteaux d’angles (Pilares de canto), de Henri Michaux, e, em projeto coletivo, a peça de teatro Le bleu de l’île (O azul da ilha), de Évelyne Trouillot. Ilustrou A princesa que conseguiu virar moça comum e As cinco Franciscas de Deise Abreu Pacheco (inéditos).







A #poesiaqueer faz parte de nosso projeto de curadorias temáticas, onde convidamos escritoras(es), tradutoras(es) e pesquisadoras(es), para indicar e refletir sobre questões do fazer literário em nossos dias. Confira outras das iniciativas em nosso blog!



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