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Sibylla Schwarz, Tradução&poesia por Matheus Guménin Barreto


Sibylla Schwarz ou Sibylle Schwarz (1621-1638) foi uma poeta e tradutora de língua alemã de curta, mas fulgurante trajetória na primeira metade do século XVII. Viveu apenas 17 anos – e, como explica Gisela Brinker-Gabler, sua vida foi, do início ao fim, “sombreada” pela Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Em sua breve trajetória, a autora escreveu mais de 200 poemas, obras que foram publicadas apenas postumamente por Samuel Gerlach (1609-1683), seu preceptor, em 1650 (doze anos após sua morte).



Depois de um primeiro momento em que alcança grande renome póstumo (ainda no século XVII é chamada, por exemplo, de “Safo da Pomerânia” e de “milagre de sua época”), caiu em relativo esquecimento até o século XX, quando foi retomada como uma voz significativa do barroco, além de uma das primeiras autoras de língua alemã a refletirem abertamente sobre as especificidades da vivência de uma mulher numa sociedade patriarcal.


Segundo Erika Greber, o poema “Ein Geſang wieder den Neidt” (“Uma canção contra a inveja”) de Schwarz é o primeiro poema inflexivelmente feminista da literatura mundial.



O primeiro texto que trago como curador da #tradução&poesia é o soneto “[O Amor é cego e/ todavia/ vê/]”, de Schwarz. As barras (“/”) do poema significavam, no século XVII germanófono, algo semelhante à vírgula de hoje em dia; e a letra “ſ” é análoga ao “s” atual.
















MATHEUS GUMÉNIN BARRETO é poeta e tradutor mato-grossense. É autor dos livros de poemas A máquina de carregar nadas (7Letras, 2017), Poemas em torno do chão & Primeiros poemas (Carlini & Caniato, 2018), Mesmo que seja noite (Corsário-Satã, 2020) e História natural da febre (Corsário-Satã, 2022). Doutorando da USP, da Universidade de Leipzig e da Universidade de Salzburg na área de Língua e Literatura Alemãs – subárea tradução –, estudou também na Universidade de Heidelberg. Teve poemas seus traduzidos para o inglês, o espanhol, o alemão, o catalão e o italiano; e publicados em revistas ou antologias no Brasil, na Espanha, no México, em Portugal e nos EUA. Integrou o Printemps Littéraire Brésilien 2018 (França e Bélgica – Universidade Sorbonne) e a Giornata mondiale della poesia 2022 (Itália – Universidade de Roma). Publicou em periódicos ou em livros traduções de Bertolt Brecht, Ingeborg Bachmann, Johannes Bobrowski, Nelly Sachs, Paul Celan, Peter Waterhouse, Rainer Maria Rilke e outros.










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