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A poesia negra e periférica de Jenyffer Nascimento, por Carmen Faustino PRETAPALAVRA


A Palavra Preta da poeta Jenyffer Nascimento é aquela que nasce das fendas e rasuras do cotidiano, sem filtro e sem maquiagem, nas margens da cidade cinza de SP. Mulher negra pernambucana, criada na periferia sul de São Paulo, Jenyffer é poeta, cronista, mãe e articuladora comunitária. Escreve desde a adolescência e, frequentando os saraus da cidade de São Paulo, se reconheceu poeta e escritora. Tem poemas espalhados em antologias, sites e redes sociais.





A poesia de Terra Fértil, seu primeiro livro autoral lançado pelo selo Mjiba em 2014, se apresenta enquanto espelho para mulheres negras e periféricas. São 80 poemas que fortalecem os ecos da literatura negra feminina e a importância de escritoras negras assumirem a insubmissão contra hegemônica em seus versos, pluralizando as narrativas reais e positivas em sua dignidade.



Livro disponível em:




Terra Fértil possui a mesma essência coletiva de luta da autora, uma mobilizadora de arte e cultura na periferia de São Paulo e colaboradora de muitas frentes coletivas e redes de mulheres. Seu texto reflete as complexidades vividas por muitas mulheres negras, assumindo os desconfortos e o banzo que ainda insistem em muitas de nós, mas também rememorando os legados de luta e exaltação do poder fertilizante e semeador da literatura negra feminina.




Leia Jenyffer Nascimento!



PRETAPALAVRA é uma série de cursos, oficinas, aulas abertas e produção de conteúdo digital, que visa a apresentar textos, poemas e pensamentos de mulheres negras, divulgando a "escrevivência" em seu sentido mais ancestral.




Carmen Faustino é periférica da zona sul de São Paulo morando em Salvador. Poeta, escritora, educadora, pesquisadora e mobilizadora da cultura negra e periférica. Mestranda em estudos sobre mulheres, gênero e feminismo pela UFBA. Autora de "Estado de Libido ou poesias de prazer e cura" (2020). Publica em antologias e revistas desde 2012 e desenvolve projetos de fortalecimento da escrita e literatura de mulheres negras. Assina a co-organização de diversas antologias negras entre elas, "Ser Prazeres - Transbordações eróticas de Mulheres Negras" (2021), "Pilar Futuro Presente - Uma antologia para Tula" (2019), "Sambas Escritos" (2018) e "Pretextos de Mulheres Negras" (2013). É idealizadora e co-fundadora do coletivo Baobá Fortificando as Raízes, integra os coletivos Samba Sampa e Núcleo Mulheres Negras – O amor cura, de vivências e cuidado coletivo entre mulheres negras.












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